Parto normal: uma visão realista com tudo que você precisa saber do pré ao pós-parto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
É essencial que a mulher conheça os benefícios deste tipo de parto, tanto no que diz respeito à sua recuperação como em relação à saúde do bebê.

Nos dias de hoje, parece essencial resgatar a importância do parto normal, visto que, no Brasil, mais de 50% dos partos realizados são por cesárea, e ainda existem muitas dúvidas e até mitos sobre o tema.
Existem casos e casos, mas o que toda mulher deveria pensar, em primeiro lugar, é que o parto normal é a melhor opção para ela e para o bebê; ou seja, pelo menos cogitar esta possibilidade e se informar sobre o assunto.

Parto sem medo  é muito importante no que diz respeito à maturidade do bebê. É a melhor opção porque não se tira o bebê fora de hora, evitando causar uma prematuridade.

Além disso, a mulher tende a ter menos sangramento neste tipo de parto, tem menos infecção, tem mais facilidade em cuidar deste bebê porque não foi submetida a nenhum procedimento cirúrgico, entre outras vantagens.

Mas, então, por que atualmente existe tanto “receio” em relação ao parto normal? Por que o Brasil é o líder em cesáreas? Quais são os principais mitos e verdades que envolvem o assunto? Em quais casos a cesárea é realmente necessária?

Parto normal: do pré-natal ao pós-parto

Para evitar medos e até para “fugir” dos principais mitos que envolvem o assunto, é essencial a gestante entender como o parto normal acontece, conhecendo cada uma de “suas etapas” e se sentindo mais segura em relação à sua escolha.

O pré-natal

O pré-natal é fundamental, porque é ali que está a informação, o conhecimento, o compartilhamento de experiências com outras pessoas que já passaram ou que pretendem passar por este caminho. É o momento que o pessoal da área de saúde pode informar, é ali que se pode pensar na fisiologia do parto, dizer como ele acontece.

No pré-natal também se discute sobre planos de parto, para dar uma ideia do que a mulher está buscando, o que ela deseja e o que ela considera limite, então, é o momento oportuno para se aprofundar uma discussão e aprender como superar algumas dificuldades”, acrescenta o ginecologista e obstetra.

Uma das coisas, mostradas no pré-natal, são os sinais que mostram que “está chegando a hora”: a perda do tampão mucoso (secreção gelatinosa que ocorre conforme a proximidade do parto) e as contrações uterinas regulares, que caracterizam o trabalho de parto.

Além disso,  o pré-natal é fundamental independentemente do tipo de parto que a gestante terá. Nele avaliamos se existem doenças pré-existentes ou atuais, tais como viroses tipo rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose, HIV e hepatites.

O parto normal em si

Existem algumas etapas: a fase inicial do trabalho de parto demora muito mais tempo; a dilatação do colo (que é por onde o bebê vai sair) é mais lenta. Então, apesar de ter cólica e ser desconfortável, isso não significa que a criança já esteja saindo.

A fase ativa do trabalho de parto, quando as contrações ficam mais desconfortáveis, significa que, dali a pouco tempo, a mulher já vai entrar em outro período, o expulsivo, que é quando o bebê vai sair. Então, o parto não é só focado em quando o bebê já está saindo, ele começa quando os sinais aparecem, quando as contrações começam a ficar mais próximas, e aí as pessoas vão perceber que é preciso ir até a maternidade.

O tempo é muito relativo, já que o trabalho de parto pode levar de 12h até 18h. Não vamos pensar que na primeira contração podemos acionar o relógio e achar que já começou o trabalho de parto. Porque isso pode ter o espaçamento de até 3 dias e, assim, a mulher não vai dormir achando que o neném vai nascer, e quando ela precisar de força, vai estar cansada, com sono.

O pós-parto

Logo após o nascimento do bebê,  a mulher, teoricamente, já pode levantar, tomar banho sozinha. E a recuperação é incomparavelmente melhor do que em um parto cirúrgico. É importante lembrar que essa mulher precisa cuidar do bebê, e no parto normal, sem dúvida, ela vai estar em melhores condições físicas e mentais para fazer isso.

O pós-parto dependerá também do fato de ter sido feita ou não a episiotomia (corte na área entre a vagina e o ânus chamada de períneo). Em casos em que não foi feito este procedimento, em poucas horas a mulher já estará bem, andando tranquilamente e com poucas dores.

No caso da realização da episiotomia, fica um pouco mais doloroso. Por isso, recomendamos aguardar um pouco mais para caminhar; geralmente no dia seguinte. Mas, também é bem tranquilo se compararmos com o pós-operatório da cesárea.

Fonte:dicas de mulher

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